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Blockchain

Essa série de artigos ajudará empreendedores e gerentes de tecnologia a entenderem o uso de tecnologias blockchain, projetarem os impactos sobre custos de transação, integração e modelos de negócio, bem como avaliarem o estado de prontidão tecnológica atual. De forma geral, tecnologias blockchain oferecem uma arquitetura confiável que permite entidades sem fé pública (não confiáveis), humanas ou não humanas, suportarem transações comerciais e trocas de valor com uma diversidade muito grande de ativos, registrando essas transações de maneira imutável. Essas transações são agrupadas em blocos vinculados entre si, daí a terminologia.

Ocorre que os benefícios antecipados do uso dessa tecnologia vieram também com um grande paradoxo, no sentido de que no mesmo movimento em que gera eficiência operacional e otimização de custos transacionais, contribui para a morte de empresas e setores atualmente bem estabelecidos. Por exemplo, enquanto firmas de serviços financeiros e outras mais que se beneficiam de seu papel de intermediação centralizada percebem possibilidades de melhorias em processos chaves, se defrontam com a ameaça cada vez mais importante de desintermediação total, caracterizada pelas redes de transações entre usuários finais (P2P).

O certo é que o entendimento sobre os impactos da tecnologia em cada negócio específico precisa ser tratado estrategicamente. Não se trata de mudança tática sobre o uso de determinado serviço ou produto tecnológico melhorado. Assim, gestores estratégicos e líderes de tecnologia precisam direcionar experimentações, provas de conceito, sobre seus casos concretos. Na medida em que os resultados dessas iniciativas forem melhor disseminados e discutidos, a tecnologia amadurecerá e adaptações e mudanças drásticas nos modelos de negócio poderão ocorrer sem maiores sustos.

Um exemplo claro desse direcionamento é o consórcio Itaú-Unibanco e Bradesco. Nesse ano foram apresentados no CIAB, feira anual de tecnologia da bancária da FEBRABAN, os resultados de experimentações iniciais conduzidas pelo referido consórcio, a exemplo do cadastro compartilhado de clientes. O modelo de consórcio é importante pois se trata de uma tecnologia de compartilhamento. Os bancos públicos brasileiros, a exemplo do Banco do Brasil e Caixa também têm feito algumas experimentações.

A lista de aplicações é grande: contratos inteligentes firmados sem intermediação humana, facilidade de relacionamento confiável entre pessoas e coisas, negócios e coisas, e até mesmo coisas e coisas, novos modelos de intermediação comercial que surgem pelas facilidades de identificação e autenticação das transações, por exemplo. O certo é que a tecnologia blockchain endereça oportunidades em todas as indústrias e no governo. Estamos somente na sua primeira geração, relacionada a transações com troca de valores em moedas criptográficas, como os bitcoins.

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