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McLuhan: por que o filósofo canadense é a senha para entender o novo século?

A disrupção não é e nunca será coletiva, mas individual. É preciso mente particular, abstrata, para enxergar o pouco visível.

Uma mente fora da curva (disruptiva) lê o que todos leram e produz o que ninguém conseguiu. Gênios estão além do seu tempo, na arte ou na ciência – sobrevivem aos séculos, pois conseguem se aproximar mais do que é menos mutável na realidade.

Gênios inauguram nova etapa na forma do ser humano olhar a si mesmo e ao em torno.
Vejamos alguns exemplos bem conhecidos:

As afirmações acima abalam o andar superior da filosofia. É o que minha filosofa preferida, Ayn Rand, chama de “Metafísica”. Ou o que prefiro chamar de Metafilosofia, lugar adequado para responder as perguntas “Quem somos” , “Onde vivemos” e “Para onde vamos?”.

Segundo Rand, o pensamento humano é cadeia de pensamento com “efeito vinculante” dali para baixo. Mudou em cima, é preciso ir, em cascata, ajustando para baixo. Na verdade, refletimos sobre o mundo a partir de Edifício do Pensamento, veja o modelo:

Quando temos problemas mais complexos no andar operacional é sinal de que há necessidade de revisão na maneira de pensar o andar de cima, pela ordem, metodologia, teoria e filosofia.

É o que acredito que estamos vivendo com a chegada do Digital, pois estamos diante de fenômeno completamente inusitado, não previsto por nenhum cientista, nenhuma ciência.

Ninguém projetou que no novo século iríamos viver a explosão de nova mídia e tudo que ela traz de diferente para todas as áreas de sociedade. A falta de prognóstico (que ia acontecer) e de diagnóstico (o que está ocorrendo) denota claramente que há algo errado nas respostas que demos em cada andar do Edifício do Pensamento.

Se nenhuma ciência projetou o mundo digital, temos macrocrise no pensamento humano para entender o novo século. Arrisco a dizer que há algo no andar metafilosófico que precisa ser ajustado, com efeito vinculante para baixo.

O ser humano não é o que achávamos que era. O “Quem Somos?” tem resposta equivocada e isso nos leva a problemas de percepção daí para baixo, envolvendo todas as outras filosofias, as teorias, metodologias e os problemas operacionais. Aí é que renasce Marshall McLuhan (1911-80).

McLuhan é a chave para que possamos promover a revisão no erro filosófico do “Quem somos?”. A compreensão do século, assim, a meu ver será, AML (antes de McLuhan) e DML (depois de McLuhan). O que o gênio esquecido traz de novo?

A partir de McLuhan, Pierre Lévy pode perceber, já no novo século, que a espécie teve três tipos de redes distintas de relacionamento na macro-história:

  • Oralidade – comunicação um para um;
  • Escrita (meios eletrônicos) um para muitos;
  • Digital – muitos para muitos.

E eu no livro “Administração 3.0” pude complementar:

– Somos Tecnoespécie, além de midiática, demográfica, que precisa fazer as tais Revoluções Civilizacionais para ajuste do ambiente comunicacional-administrativo com a novo Patamar de Complexidade Demográfica;

– E, por fim, com a chegada das novas mídias inauguramos a Curadoria, com a chegada da nova linguagem dos cliques, que permite o surgimento dos Ubers (Youtube, Airbnb, Mercado Livre, etc), modelo administrativo mais sofisticado do que a gestão.Esta base teórica é o que nos permite enxergar o século de maneira completamente diferente e é este o objetivo principal da ML21.

– Escola Brasileira de Estratégia Digital, difundir conceitos mais eficazes para que possamos pensar e agir melhor no novo século. Conheça nosso manifesto e passe a fazer parte da nossa comunidade.

Carlos Nepomuceno – Curador Geral da ML21.

Fonte: www.ml21.com.br

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